library(tmap)
data(World)
tmap_style("classic")
# Desenhando um rápido mapa temático mundial para esperança de vida.
qtm(World, fill = "life_exp")Estatística Espacial
Ao final deste capítulo, você será capaz de:
Fenômenos agregados por unidades geográficas discretas, como municípios, estados e ou setores censitários.
O mapa temático tem como principal objetivo visualizar e analisar a distribuição espacial de um fenômeno específico.
O mapa temático tem como principal objetivo visualizar e analisar a distribuição espacial de um fenômeno específico.
A matriz de vizinhança (ou proximidade) é um instrumento fundamental que representa formalmente quais áreas são consideradas vizinhas entre si.
Exemplo de contiguidade do tipo Rainha (compartilham qualquer ponto de fronteira)
O pacote spdep oferece vários tipos de matrizes:
Avalia se existe autocorrelação espacial em todo o território analisado.
Indica se o fenômeno possui organização territorial, sugerindo a necessidade de políticas regionais integradas.
O LISA (Local Indicators of Spatial Association) avalia a autocorrelação espacial em cada unidade territorial individualmente.
| Tipo | Descrição | Interpretação |
|---|---|---|
| 🔴 Alto-Alto | Valor alto cercado por valores altos | Hotspot (cluster de altas magnitudes) |
| 🔵 Baixo-Baixo | Valor baixo cercado por valores baixos | Coldspot (cluster de baixas magnitudes) |
| 🟠 Alto-Baixo | Valor alto cercado por valores baixos | Outlier espacial positivo |
| 🟡 Baixo-Alto | Valor baixo cercado por valores altos | Outlier espacial negativo |
| ⚪ Não sig. | Sem associação espacial relevante | Sem padrão espacial detectável |
Clusters espaciais de mortalidade por COVID-19 na Europa (Amdaoud et al., 2021)
A hipótese de independência das observações em geral é falsa para dados espaciais. Existe dependência espacial!
Se existir dependência, devemos incluir no modelo os Efeitos Espaciais, caso contrário, as estimativas podem ficar enviesadas.
Analisar os resíduos da regressão tradicional (OLS) com o índice de Moran.
Assumem que a estrutura espacial é constante em todo o espaço geográfico. Utilizam um único parâmetro para captar a autocorrelação. - SAR: Dependência na variável dependente. - CAR: Dependência na estrutura do erro.
A Regressão Geograficamente Ponderada (GWR) permite que os coeficientes da regressão variem ao longo do espaço, ajustando uma equação específica para cada localidade.
O modelo GWR ajusta regressões locais, ponderando as observações pela distância.
library(spgwr)
# Definindo a largura de banda (bandwidth)
bwG <- gwr.sel(media_frp ~ media_dias_sem_chuva,
data = mapa_rj,
coords = cbind(mapa_rj$lon, mapa_rj$lat),
adapt = TRUE)
# Ajustando o modelo GWR
queimadas.gwr <- gwr(media_frp ~ media_dias_sem_chuva,
data = mapa_rj,
coords = cbind(mapa_rj$lon, mapa_rj$lat),
adapt = bwG,
hatmatrix = TRUE,
se.fit = TRUE)| Modelo | Adesão à distribuição real | Interpretação |
|---|---|---|
| LM | ❌ Fraca | Perda de variabilidade e deslocamento da média. |
| CAR | ✅ Razoável | Aproxima-se da observada, mas apresenta suavização. |
| GWR | ✅✅ Melhor | Preserva melhor a dispersão e a heterogeneidade espacial. |
O modelo GWR é frequentemente superior por capturar a variabilidade local que os modelos globais ignoram.